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riscos_e_rabiscos

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E o grande dia chegou!

Parabéns a mim própria por mais este dia, por ter conseguido sobreviver nesta selva que é a vida sem nunca ter desistido. 
Parabéns a mim própria por não baixar os braços e seguir em frente em busca da luz ao fundo do túnel, sempre acompanhada de Esperança de que algo de bom está guardado para mim, que a vida não são só coisas más.
Parabéns por teres pessoas que te amam e amigos verdadeiros que te amparam.
Parabéns!
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Da História Infantil Para A Realidade

 


Este fim-de-semana foi de festa para mim: a minha afilhada fez 4 aninhos. Os pais decidiram alugar um espaço (quase de graça) em vez de fazer a festa em casa. Apesar dos tempos de crise, uma criança merece sempre uma festinha de anos e como compareceram muitos coleguinhas do infantário, até foi melhor assim. Pelo menos poupou-se uma valente arrumação e limpeza à casa, crianças a correr e a esbarrar nos móveis e algumas possíveis queixas de vizinhos.

 

A criançada andava doida. Podiam andar de escorrega e baloiço, correr livremente e havia ainda pintura facial e balões. As miúdas estavam o máximo com borboletas pintadas na cara, os rapazitos é que não estavam nada de especial, exceptuando um bebé que estava um gatinho delicioso.

 

Chegada a hora de partir o bolo, miudagem toda teve vontade de ir verter águas. Gerou-se uma confusão de entra e sai da casa de banho que nem vos digo nada. E o pior é que a criança que está dentro de mim - talvez influenciada pelas outras – teve uma vontade daquelas de lá ir também…

 

Mal chego à casa de banho, notei que ela era muito estranha, com portas minúsculas que nos davam quase à cintura. Pensei que aquela devia ser uma casa de banho de criança, uma vez que outrora aquelas instalações tinham sido uma escola primária.

 

Desloquei-me até à recepção onde eu tinha visto uma cabeça cabisbaixa, à qual era impossível associar um género sexual. Perguntei delicadamente onde era a casa de banho das senhoras. Uma cabeça ergue-se atrás do balcão e… eu ia tendo duas coisinhas más!!!

Vejo uma cara estranhíssima: três cabelos de rato todos oleosos a cobrir a cabeça, um par de olhos pequenos tipo azeitona, uma boca de meter medo que, depois de aberta, mostrava três ou quatro dentes tão espaçados que dava para passar por lá um garfo repleto de comida, sem ter que mexer mais nada a não ser arreganhar as beiças um pouco. Para completar o quadro, havia ainda uma corcunda.

 

Balbucia uma resposta que eu entendi ser que só existia aquela a única casa de banho (pelo menos de acesso permitido).

Resignei-me e lá entrei eu na dita cuja. Senti-me sei lá o quê pois não havia privacidade nenhuma. O pior mesmo é que uma pessoa sentava-se e se alguém entrasse, nem nos via. Enquanto lá estive, tive três visitas inesperadas!

   

Cortou-se o bolo, transformaram-se os balões em espadas, flores e cãezinhos, quando um miúdo me pediu água. Vi que os chãos das casas de banho tinha, sido lavados e nem me atrevi a meter lá os pezinhos. Fomos à cozinha. Tive mais um encontro com a corcunda de notre dame. Perguntei se podia dar água ao miúdo. Respondeu-me com um grunhido e muita má vontade, que eu ignorei. Abri a torneira e (deve ter sido praga dela) apanhei um banho descomunal. Mas dei água ao puto!

 

Jamais na minha vida esperei encontrar uma personagem de uma história infantil numa festa de aniversário. Ainda por cima o tema da festa da minha afilhada era a Hello Kitty. Tem tudo a ver, né?!